Estar na Pele de Rhaviel

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Esse texto vai ser um pouquinho pessoal, talvez, mas sinceramente, dane-se.

Devo admitir que antes de me pedirem para falar sobre, eu não fazia ideia do que letramento socioemocional, mas após algumas pesquisas ouve o entendimento.



Letramento Socioemocional: Capacidade de reconhecer, entender e gerenciar emoções, tanto as próprias quanto a dos outros.

Emoções: Reações do corpo e da mente a estímulos internos ou externos, funcionando como um sistema de alerta.

Sentimentos: Estados afetivos complexos e subjetivos, resultados da interpretações consciente de emoções e experiências.



Assim, sei que posso não parecer muito velho (até porque eu não sou), mas também não sou mais uma criança ou adolescente. Na realidade, quando eu era criança a coisa que mais se ouvia era a bendita frase do "Garotos Não Choram" ou "Chorar É Coisa De Mulherzinha" (e, certamente, eu não era uma criança NENHUM POUCO emotiva...), e isso fez com que desde novo eu aprendesse a me fechar e engolir o choro.


Por conta disso, desde que me lembro, na minha adolescência sempre fui chamado de "o sem coração", "o sem sentimentos", sempre fui visto como alguém apático, ou como "aquele que não tem consideração pelos sentimentos dos outros". Não digo que discordo totalmente deles, mas o fato é, eu sempre tive mais dificuldade em entender os meus próprios sentimentos, imagina compreender o que os outros sentiam...
Saudade, amor, ciúme, angústia. Isso sempre foi algo que eu nunca entendi, e que também nunca tentaram me ensinar (claro que hoje em dia eu entendo de forma teórica, mas é muito mais por desejo de criar personagens e histórias complexas)


Agora o ponto desse texto. A importância do Letramento socioemocional. Gente, vocês precisam entender o que estão sentindo, e eu não tô falando só de tristeza ou felicidade, tô falando daquilo que te agonia, que te faz querer arrancar sua pele, que faz você se sentir nas nuvens, se você não aprender vai acabar se metendo em muita furada no caminho.

***

Rhaviel

Oi.

Meu nome é Rhaviel, e sou um adolescente passando para o estágio de jovem adulto. Ainda existem muitas coisas em minha mente que se encontram tão nubladas, que sou incapaz de ver um palmo à minha frente, mas quem sabe, com um pouco de arte, escrita, e um toquezinho de filosofia não sejamos capazes de tornar essa névoa mais branda?

***

*As opiniões expressas na coluna Estar na Pele não refletem diretamente as posições editoriais do Instituto Bem do Estar, são baseadas nas experiências dos colunistas e suas versões do fato, sendo a ideia da coluna um diário aberto onde autores podem expressar suas experiências de forma genuína se aproximando dos leitores.



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