Explosão de Sentimentos
Após nos colocarmos na posição sensível, de estar na pele, vamos seguir com novas reflexões.
Quando olhamos para nossos sentimentos, sabemos que precisamos ser fortes, para “aguentar” a profunda viagem que é estar consciente sobre eles.
Existem situações que a gente realmente, nem em pesadelos, imagina ou quer estar.
Quando alguém que vivencia o mesmo, antes de nós e tenta nos transmitir algum conselho, consolo ou algo parecido, ainda assim, posso te afirmar que não se trata da mesma pele.
"Viver um esgotamento emocional- no meu caso a síndrome de Burnout - nos causa uma explosão de pensamentos, que na sua maioria, são negativos. Inicia-se uma sensação de que não se consegue mais executar com tamanha facilidade, tudo aquilo que automaticamente se fazia, e isso dá um tremendo desespero."
A sensação é tão assustadora, que te paralisa, te faz parar no tempo, no mundo e numa ausência.
É como se a luz da vida se apagasse por alguns incontáveis minutos, que se tornam horas, dias, meses e até anos.
E quando nos damos conta desse apagão, não sabemos como ele aconteceu e o pior, quando começou.
A gente perde a ordem das coisas, desde o iniciar ao finalizar do dia e acender a luz, passa a ser um ato de coragem, doloroso, mas necessário.
Alguns sentimentos começam a tornar-se sintomas, e aguentar novas dores, começa a ultrapassar uma barreira, que passa a ser física e você se sente frágil e sem forças para aguentar qualquer tipo de dor e sensação.
O fato de ter que parar, sem saber que você no fundo você quer, é devastador. A gente segue ali, querendo manter-se firme, por mero engano, pois nessa altura, já não temos mais domínio sobre nossas sensações e precisamos pedir as mais diversas ajudas.
O que eu ainda não mencionei, é que chegar a esses ápices, proporciona uma consciência madura e em um momento, te muda de lado para olhar para a vida.
"Quando a vida te convida a olhar através de outras perspectivas, você precisa, ao menos, se abrir para essas possibilidades."
Colapsar causa dor, demora, mas possibilita ressignificar e por mais que ninguém acredite nisso, você precisa além de acreditar, mostrar que é possível. Devo confessar que até isso cansa, mas como eu não serei a última e não sou a única, uma hora eu acredito que vão olhar para esses sintomas e ouvir essas histórias com mais função protetora, acolhendo quem realmente está nessa pele.
Abraços de luz.
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Juliana Furlanis
Nutricionista, consultora de novos projetos, apaixonada por gente, fotografias e suas reflexões.
Compartilhando experiências vividas com a síndrome de Burnout e as estratégias de como lidar com os tabus existentes nas grandes corporações sobre o assunto.
Um Guia de Conversa gratuito para ampliar o repertório socioemocional diante de conflitos, refletindo sobre sentimentos, comunicação, limites, escuta e possibilidades de movimento nas relações.