ESTAR À PROCURA | 02

Histórias De Quem Procura Alguém

Prefácio

Há histórias que nascem de um grito, outras de um silêncio. A de Fernando nasce no meio-termo: um sussurro tímido que atravessa décadas de medo, culpa, fé, violência, desejo, e uma coragem antiga que só agora encontra uma voz.

Este é um relato de um menino que cresceu aprendendo a se encolher para caber no amor dos outros, e de um homem que, já cansado de desaparecer, resolve procurar um espaço onde possa finalmente ser visto. É também a história de um terapeuta que, sem promessas ou atalhos, oferece aquilo que Fernando nunca teve: um lugar seguro onde a alma pode respirar sem pedir desculpas.

Este conto é sobre coragem. Sobre identidade. Sobre o preço da verdade e o risco do amor. Mas, acima de tudo, é sobre a busca por um lugar interno onde finalmente se possa descansar. Porque no fim, existir é um ato de resistência, e Fernando, pela primeira vez, começa a acreditar que merece ser quem realmente é.

  • A chuva caía como se tentasse lavar a sujeira das ruas de São Paulo. Mas só conseguia deixar mais cinza e triste. Era o tipo de chuva que engrossa sem avisar. Maldosa com quem se atreveu a sair de casa, fulminante pra quem não tem uma casa e generosa apenas com o frio e com a depressão de quem ainda sente alguma coisa. Fernando chegou adiantado. Molhado dos joelhos pra baixo. E segurando o guarda-chuva quebrado como quem segura um segredo, sentou.

    A sala de espera estava quentinha, como num abraço de mãe, abraço que ele nunca teve. Deu uma olhada rápida na recepção vazia. Os móveis pareciam mais sólidos do que ele; uma mesa de madeira escura que lembrava a casa dos pais, uma estante com livros que pareciam saber mais sobre ele do que ele mesmo, uma planta grande no canto que crescia em direção à janela, como se quisesse fugir. Como Fernando.

    Mas ele estava decidido, decidido a tentar, a desistir, a se levantar e ir embora a qualquer minuto. Tudo ao mesmo tempo. Queria gritar. Dizer a quem quisesse ouvir tudo o que engasgava. Queria chorar. Mas nenhuma lágrima descia. Se sentia seco por dentro. 

    “Terceiro terapeuta… E pra quê? Pra repetir a mesma história? Pra não sentir nada? Pra abrir feridas que eu passei anos tentando curar sozinho?”

    Mal conseguiu terminar seu lamento, a porta do consultório se abriu.

    Mário surgiu com um sorriso curto, mas honesto. Um homem mais velho, talvez no fim dos cinquenta, barba grisalha bem feita e, por trás dos óculos, um olhar acolhedor, como um colo de pai, colo que ele nunca teve. Uma coisa estranha percorreu o corpo de Fernando. Uma segurança misturada com um receio, como se tivesse encontrado um abrigo, mas que não sabia se merecia entrar.

    – Fernando? - perguntou Mário.

    – Sou eu.

    Entraram na sala como se cruzassem um portal pra uma nova dimensão. 

    A sala tinha cheiro de madeira e café passado naquela hora. A luz era bem baixa, aconchegante. Havia um divã marrom que parecia estar esperando a tempos alguém se deitar ali. Uma poltrona de couro velha, daquelas que gemem quando se senta. Um sofá cinza, que parecia ter abraçado muitas dores e enxugado muitos desesperos.

    – Onde eu sento?

    – Onde você quiser! – disse Mário, percebendo a confusão.

    – Aqui está ótimo – falou baixinho sentando no sofá cinza, como o dia lá fora e como ele por dentro.

    Mário sentou-se na poltrona de couro e perguntou:

    – O que te trouxe até aqui, Fernando?

    Ele respirou fundo, como quem tenta tirar coragem das moléculas de ar que inala. 

    – Olha. Você… você é o terceiro terapeuta que eu procuro – disse, olhando pro próprio sapato – Eu não sei no que acredito mais. Acho que isso não faz sentido algum. Ficar falando dos meus sofrimentos… dos meus sentimentos… não sei que diferença isso faz na vida real.

    Um calor começou a subir pelas pernas de Fernando e foi tomando conta de seu corpo inteiro

    – E eu acho isso uma perda de tempo. Nem te conheço! Por que eu falaria dos meus problemas pra alguém que eu nem conheço? Parece só… balela, enganação… Tá vendo, você nem fala nada, fica aí anotando no seu caderno. Fala alguma coisa!

    Fernando levantou depressa, como se suas pernas não o obedecessem naquele momento. Caminhou até a porta. Parou diante dela. Olhou a sala de espera vazia, quente mas fria. Pensou na planta fugindo. Olhou Mário sentado, sem protestar, sem insistir, sem tentar convencê-lo de nada. 

    Ele segurou a maçaneta e abriu a porta. Naquele instante, passou pela sua mente um filme com toda sua vida. A solidão, a vergonha, as tentativas de ser alguém que não era, os pais que amaram e machucaram ao mesmo tempo, as noites em que pensou que talvez fosse melhor desaparecer e os dias que tentou realmente desaparecer.

    Ele respirou fundo, o mesmo respiro profundo que suga a coragem do ar, e fez o que nem ele mesmo esperava. Da mesma maneira que abriu, fechou a porta… por dentro.

    O barulho do trinco ecoou pela sala como uma pequena vitória, como o começo de algo. Quando voltou para o sofá, não disse nada. Até que Mário, com a mesma calma de sempre:

    – Fernando… o que te trouxe até aqui?

  • – Fernando… O que te trouxe até aqui?

    O peito de Fernando se encheu de coragem. Ele fechou os olhos. Tentou falar mas engasgou. Respirou de novo. E então começou.

    – Meus pais… – disse, como se fosse puxar de uma gaveta algo pesado demais. – são difíceis. Eu vim de uma família difícil. Minha mãe é muito religiosa, evangélica, daquelas que entregam tudo nas mãos de Deus, e do pastor da igreja. Meu pai tinha como religião a bebida. "Santa cachaça” ele dizia. O problema é que quando ele bebia, a cinta virava sua Bíblia. Batia em mim, na minha mãe, menos nos meus irmãos. 

    Fernando abaixou o olhar e voltou pros seus sapatos.

    – Eles são do interior do interior da Bahia, lugar que precisa se desenvolver muito pra ser considerado pobre. Nem esgoto, nem água encanada, nem dignidade, nem oportunidade. Vieram pra cidade grande comigo na barriga de minha mãe.

    Olhou pras mãos, como se tivesse uma cola, repetindo o que estava escrito nela.

    – Sou o filho do meio. Os dois eram os preferidos, sempre foram. Meus pais cuidavam deles como se fossem jóias. E eu… eu ficava com o resto. Na sombra. Na sobra. No depois. Cresci sabendo que este era meu lugar no mundo. O lugar do resto.

    Se ajeitou no sofá como se precisasse tomar mais doses de coragem, engoliu seco e seguiu:

    – Eu tinha uns seis ou sete anos quando meu tio…

    As palavras pararam. Pareciam não querer sair, embora ele fizesse um esforço sobre-humano pra empurrá-las pra fora.

    – Ele… ele abusou de mim.

    O ar do consultório ficou mais denso. Mário não se mexeu. Fernando continuou, como quem já não sabe mais onde termina a lembrança e onde começa a ferida.

    – Eu lembro de tudo. Tudo – A voz falhou. – Contei pra minha mãe. Ela… não acreditou. “Para de inventar moleque. Ele nunca faria uma coisa dessas. Vai rezar pra tirar esses pensamentos do capeta da sua cabeça, vai!” Eu não tinha coragem de contar pro meu pai. Porque eu sabia que ia apanhar. E não ia ser a primeira nem a décima vez.

    Silêncio. Daqueles que ensurdecem de tão alto.

    – Nunca mais falei disso com ninguém. 

    Nisso uma lágrima solitária cai do olho esquerdo de Fernando. Ele enxuga rápido com a mão como se ninguém tivesse percebido. Mário percebeu.

    – Com doze, treze anos eu entendi que era gay. Melhor, que sou gay. Mas nunca consegui me assumir. Nunca – e olhou pra Mário com um meio sorriso quase imperceptível. – Como eu ia fazer isso numa casa onde meu pai vivia dizendo que filho viado ele “endireitava na cinta”? E minha mãe, com as mãos apontando pra um Deus que só punia, pregava que “Isso é obra do Tinhoso, do Beu Zebú, vai pro inferno" Como? Eu morria de medo. E morria todo dia um pouco.

    Fernando aperta forte os dedos, como se tentasse forçar uma dor pra lembrar que ele ainda sentia alguma coisa. E continuou.

    – E olha que eu tentei acabar com isso, Doutor – diz levantando os braços e olhando pro lustre velho no teto do consultório. Uma vez fui num culto com minha mãe. Tinha 16. O pastor falava sobre cura gay. Sobre libertação, sobre libertinagem. Sobre pecado, demônios, inferno. E eu só queria deixar de existir.

    Os olhos dele ficaram pesados.

    – Na outra, uns amigos me levaram num bordel. Tinha 18. Queriam “me fazer virar homem". E eu… eu não consegui. Brochei. Virou piada. Todo mundo riu de mim. Eu fui pra casa e… e tentei esquecer tudo isso.. – As mãos tremiam bem levemente

    Outro silêncio. Dessa vez mais longo.

    – Desde essa época eu nunca mais tentei. Mas às vezes… às vezes eu penso que seria mais fácil se eu não estivesse aqui. Se tudo isso acabasse.

    E continuou:

    – Saí de casa aos vinte e cinco. Hoje tenho trinta. E ainda me sinto preso. Angustiado. Com vergonha de ser quem eu sou. Eu não consigo me assumir pra mim, nem pra ninguém. – A voz ficou mais baixa – Mas… eu queria contar pros meus pais. Queria muito. Mas eu tenho medo. Muito medo. Não de apanhar, mas um medo que eu também não sei dizer, um medo sem nome, mas forte e profundo. O que tem de errado comigo Doutor?

    E terminou. Se afundou no sofá como alguém que acabou de entregar o próprio coração nas mãos de um desconhecido.

    Mário ficou alguns segundos em silêncio. Olhou pra Fernando com a firmeza e doçura de quem enxerga o que está por trás das palavras.

    – Fernando – disse baixinho – Você viveu a vida inteira tentando sobreviver ao medo de perder o amor de todos ao seu lado. O medo que você sente é esse, de perder o amor dos seus pais se contar quem você realmente é.

    Fernando ergueu os olhos devagar.

    – Você aprendeu cedo demais que o amor podia ser tirado, negado, esquecido… e que pra não perdê-lo, você precisava desaparecer. – Mário inclinou a cabeça. – Só que tem uma coisa importante aqui: você não está fugindo porque é gay. Você está fugindo porque aprendeu que ser você é perigoso. Perigoso porque pode afastar as pessoas que você ama.

    Fernando engoliu seco. Mário se inclinou um pouco mais.

    – Sabe o que sua história me lembra?

    Fernando não se mexeu, esperando a continuação.

    – Sabe aquelas velas pequenas e que tem pavio muito curto? Aquelas que acendem, mas que você quase queima o dedo tentando segurar? E que apagam fácil porque o pavio é muito curto?

    Fernando franze a testa, tentando entender.

    – Você cresceu perto desses pavios curtos. Gente que acendia rápido demais e explodia mais rápido ainda, no grito, na raiva, no tapa, no julgamento. E, para sobreviver, você aprendeu a ser o contrário: aprendeu a ser chama baixinha, pequena, quase invisível. Porque, se brilhasse demais, alguém ia tentar te apagar. Se mostrasse quem era, alguém ia dizer que era errado.

    Os olhos de Fernando transbordaram. É como se finalmente alguém descrevesse tudo o que aconteceu com ele, numa língua que ele falava desde criança, mas nunca ouviu ninguém usar.

    – E o problema de ser chama pequena por muito tempo – Mário continua – é que você começa a acreditar que nasceu pra ser pequeno. Mas não nasceu. Você só aprendeu a se esconder de pavios curtos.

    Um silêncio se abateu na sala. Um silêncio que não machuca, que abraça, como o sofá que Fernando escolheu pra sentar. Ele leva a mão no peito, como se respirar estivesse mais fácil, mais leve.

    – Fernando… Nos vemos semana que vem? – diz Mário entendendo o momento crucial que haviam chegado.

    – Nos vemos semana que vem, Doutor.

  • E a semana que vem, veio. E muitas outras semanas também vieram.

    No começo, Fernando chegava como quem é empurrado contra a vontade num lugar  desconhecido, desconfiado dos gestos e ouvindo cada silêncio como se ele próprio pudesse se afogar dentro deles. Ficava duro na poltrona, como se tivesse medo de ocupar espaço demais. Respondia com frases curtas, pensadas, e sempre com aquele riso raso que ele usava pra mascarar qualquer dor mais funda.

    Mario, com a calma de quem já passou por isso várias vezes, esperava. Não pressionava, não apertava, não abria caminho à força. Apenas deixava claro, na postura e na presença, que aquele consultório, aquela sala, aquela poltrona seria um lugar onde Fernando poderia existir sem precisar fingir ou fugir.

    E assim, semana após semana, Fernando foi destravando, se soltando, ficando mais leve. Falou da infância. Falou do medo. Das cicatrizes que ninguém vê. Falou da culpa, do corpo que parecia sempre um espaço emprestado, nunca um lar. Falou da vontade de ser aceito pelos irmãos, da distância que o separava da mãe, do buraco imenso que sempre esteve entre ele e o pai.

    E sempre a conversa voltava pra eles: os pais. Era o centro, o nó, o eixo de toda sua dor. Queria contar quem era. Queria permitir que os pais o conhecessem completamente, inteiramente, intimamente. Mas tinha medo. Medo de que eles não entendessem, não aceitassem, não respeitassem. Fernando não sabia se sobreviveria se isso acontecesse.

    Com o tempo sua postura começou a mudar. Ele chegava menos curvado, menos encolhido. Seus olhos tinham outro brilho, como se ele aumentasse a chama de sua vela, que não estava mais tão pequena assim. A vontade de contar pros pais crescia a cada sessão, o pânico diminuía. Mário acolhia, aparando as pontas sem tentar apressar nada.

    Até que em uma sessão que foi especialmente difícil, Fernando falava rápido, inquieto, como quem tenta segurar o coração que quer sair do peito. Falaram muito dos pais, como em todas as sessões. No final, já na porta do consultório, disse com a voz mais serena e segura desde que começou a terapia:

    Obrigado Mário. Já tomei minha decisão!”. E foi embora.

    Uma semana depois, Fernando entrou no consultório com passos pesados, o rosto quase desmoronando, como quem vai anunciar uma tragédia. Olheiras, queixo trêmulo, olhar baixo. Mário percebeu que havia algo diferente. Ele olhou pro divã. O mesmo divã que tantas vezes esperou por ele. O mesmo divã que parecia dizer “Deita. Você não precisa ser forte aqui.” E pela primeira vez, Fernando deitou.

    Sentiu a maciez do estofado tocando seu corpo como o colo que nunca teve. Respirou fundo, soltou o ar emitindo um som que parecia mais um grito desesperado por ajuda e atenção. Era como se o corpo inteiro quisesse admitir uma dor tão antiga que ele nem sabia de onde vinha.

    Mário apenas esperou, em silêncio.

    – Eu contei tudo… contei pros meus pais. Tudo. – Fernando engoliu seco.

    – A minha mãe, ela começou a chorar. Mas não era um choro por mim, era um choro por ela. Citou Deus, citou a Bíblia. Disse que não aceitava ter um filho gay. Mas ao mesmo tempo dizia que me amava, que queria meu bem, como se o meu bem tivesse que caber num molde que nunca foi meu.

    Ele girou a cabeça no divã, como se quisesse se esconder.

    – O meu pai – a voz sumiu, sufocada – ele falou pra eu nunca mais pisar lá. Disse que eu destruí a família. Mas depois recuou, disse que precisava pensar. Que precisava de tempo. Mas a primeira frase, é essa que fica ecoando na minha cabeça.

    Fernando apertou os dedos contra o peito, como se quisesse ter certeza que seu coração ainda batia.

    – Eu achei que, talvez, eles pudessem ficar tristes, confusos. Mas não pensei que iam me expulsar da vida deles assim.

    Falava com uma dor que não cabia no consultório.

    Mário ficou em silêncio ainda por alguns segundos, não por falta de palavras, mas por respeito. Porque há dores que só podem ser tocadas devagar.

    Finalmente ele falou:

    – Fernando, cada pessoa tem seu tempo. Seu tempo de compreender, seu tempo de desmontar velhas crenças, seu tempo de enxergar o outro para além do medo e da incompreensão. O que você fez foi oferecer aos seus pais o presente mais difícil e mais bonito: o de te conhecerem como você é. Sem mentiras. Sem fingir ser outra pessoa.

    Mário continuou:

    – Agora, o que eles vão fazer com esse presente é escolha deles. Não sua. Você abriu a porta da sua verdade. Eles é que vão decidir se entram ou continuam do lado de fora.

    Houve mais um silêncio, mas dessa vez um silêncio novo, mais leve.

    – Quando você contou aos seus pais quem você é, você acendeu uma luz numa casa que sempre viveu na penumbra. E quando a luz acende, tudo aparece. Medos, crenças antigas, fantasmas, rachaduras. Às vezes dói, porque a luz revela os cantos mais escuros. Só que eles ainda não sabem olhar para essa claridade toda sem apertar os olhos. 

    E finalizou:

    – Você fez a sua parte. Agora deixe que o tempo faça a parte dele.

    Fernando olhou pro teto. Algo dentro dele se acalmou e o ar voltou a fluir normalmente dentro de seu peito. Um fio de coragem e esperança nascia ali. Ficaram em um silêncio de paz, de cumplicidade, de agradecimento. E então Mário se recostou e completou, baixinho, preciso, cirúrgico:

    – E é assim, Fernando, que começa uma vida nova!

 

Quem escreve?

GUSTAVO FERRAZ

Psicanalista formado pelo Instituto Sedes Sapientiae e fundador da página @todomundotemalgo, que traz conteúdo votado à democratização da psicanálise e do cuidado com a mente. Psicanalista clínico que atua promovendo uma escuta qualificada, empática e diálogos acessíveis sobre saude mental. Acredita que cuidar da mente é um gesto de dignidade, coragem e transformação, e dedica-se a tornar a psicanálise mais humana, inclusiva e presente no cotidiano das pessoas.


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