Foto: Kari Shea / Unsplash
O QUE TU PRECISAVA ESCUTAR
Era o que eu precisava ouvir
Deixar a escrita ditar
O que eu queria ter dito
E não conseguia falar
Por não saber ouvir
Era o que eu precisava escutar
Sem o filtro do autojulgamento,
O que é, o que é, que passa batido?
Que sai do escondido e não guarda segredo?
O que é, o que é, que te dá tanto medo?
Sei lá, deixo o texto me mostrar
Como o frio na barriga que me diz
Onde ou não eu devo me jogar
Me dá falta ou me dá excesso de ar?
Sei lá, deixo o texto traduzir, deixo ele me falar
Me jogo e me vejo voar, vou lá, no ar
Ao vivo e a cores, senhoras e senhores,
Eu não preciso nem falar
Tu sabe bem, eu também,
Quem é que vai ter que se jogar
Mas se tu quer mesmo saber,
O que era mesmo que tu precisava escutar?
"Se analisarmos muito, perdemos a poesia da vida."
***
Kenzo Sugawara
“Curioso pela profundidade da vida com propósito. Escrevo para me encontrar e devolver algo de bom no mundo.”
Relato pessoal de Andrea Britto sobre sair do piloto automático, saúde mental, depressão e o caminho do autoconhecimento e cuidado.
Um poema sem fim" é como a Laura descreve seu processo terapêutico. Entre sonhos realizados e sentimentos de falta, ela compartilha a realidade de viver em meio a contradições. Tanta vontade de viver, mas também o peso de uma leveza que parece desconfortável.
Ui, mais um ano desde que escrevi o último texto! O tempo passou e, confesso, eu não vi. Me perguntou por onde andei, ou onde estou agora. Acho que estive distraída com a vida, cumprindo com as obrigações que eu mesma me impus e, claro, sendo atravessada pelos acontecimentos. Muitos acontecimentos. O tempo todo, acontecimentos.
Para mim, era a Felicidade em Um Potinho! Pois era o que eu precisava e na hora certa, me sinto desconcertado por saber que eu poderia ter recebido essa ajuda antes e que não era a podridão que eu imaginava!
como falar sobre saúde mental quando a pessoa que vos escreve é caótica e doidona? talvez assumindo essa faceta no mundo mesmo!
Lembro-me, com muita clareza e detalhes, da época dos vestibulares, foi tão intenso e assombroso que esse fantasma permanece. É ridiculamente estranho definir um curso de faculdade com tão pouca experiência baseada em apenas teorias.
No último fim de semana, tive a sorte de viver uma experiência que me fez refletir sobre o valor das conexões sociais na nossa saúde mental.
Desde muito cedo, o luto me apresentou a um mundo de sentimentos complexos, começando com a perda que me deixou buscando respostas que uma criança não poderia compreender.
Já ouvi essa frase no passado, e ora tendo a acreditar que sim, ora que não. A definição de bem-estar é bem subjetiva, mas é algo em comum que nós buscamos, um equilíbrio entre corpo, alma e mente, relativo à saúde e à satisfação. Para muitos pode soar como uma utopia.
Depois de 32 anos fumando, Carlinhos compartilha um mês sem cigarro, as dificuldades de mudar um hábito e o papel das escolhas conscientes.